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Checklist de SEO antes de lançar o site: 25 checagens

Victor Prevato
3 de setembro de 2026
9 min de leitura
Mão marcando itens concluídos em uma lista escrita à mão em um caderno, representando um checklist de SEO antes de lançar o site

Na pasta de quase todo projeto existe um checklist de SEO antes de lançar o site, e ele quase nunca é aberto no dia do deploy. Site novo entra no ar com pressa: o cliente quer ver, o desenvolvedor quer entregar, o prazo já estourou. E aí alguém aperta o botão numa sexta às 18h.

Duas semanas depois, o site não aparece no Google. Ninguém entende. Na maioria dos casos que eu vejo, a explicação é a mesma: o site subiu com a caixinha de “não indexar” ainda marcada, herdada do ambiente de homologação.

Isso não é um erro de amador. Acontece em site feito por agência grande, em loja com investimento alto, em projeto com prazo bem gerenciado. Acontece porque a checagem de SEO quase nunca faz parte do checklist de deploy: ela vive numa planilha à parte que ninguém abre no dia do lançamento.

Este é o checklist que eu uso. São 25 itens agrupados por bloco, cada um com o motivo em uma linha. Faça na ordem: os primeiros quatro decidem se o site vai existir para o Google.

Bloco 1: Indexação (faça este primeiro)

1. Remova o noindex do ambiente de homologação. É o item mais importante e o mais esquecido: com a meta tag robots em noindex, o Google visita o site e vai embora sem colocar nada no índice.

Esse item merece parágrafo separado porque o modo de falhar é traiçoeiro. Em WordPress, a origem costuma ser a opção “Sugerir aos mecanismos de busca que não indexem este site”, em Configurações → Leitura. Ela é marcada durante o desenvolvimento e ninguém desmarca no lançamento.

Em sites feitos em framework, o noindex costuma estar num header global controlado por variável de ambiente, e a variável de produção foi copiada de homologação. Em Shopify e plataformas fechadas, pode estar na senha de loja ou num tema herdado.

Como checar de verdade: abra a home em aba anônima, veja o código-fonte e procure por noindex. Depois repita em uma página de categoria e em um post. Já vi site com a home liberada e o blog inteiro bloqueado.

2. Confira o robots.txt. Um Disallow: / esquecido bloqueia o rastreamento inteiro, e o robots.txt de homologação costuma ter exatamente isso.

3. Verifique se o site não tem senha ou bloqueio por IP. Proteção por HTTP Auth deixa o Googlebot na porta: ele recebe 401 e não vê conteúdo nenhum.

4. Gere e envie o sitemap.xml. Ele não garante indexação, mas acelera a descoberta de páginas que ainda não têm link apontando para elas.

Depois desses quatro, use o teste de URL ao vivo no Search Console em três páginas diferentes. Se o resultado for “URL disponível para o Google”, o bloco está resolvido.

Bloco 2: Arquitetura e URLs

5. Defina a URL canônica do domínio. Escolha entre com ou sem www e force uma versão só, porque as duas respondendo em 200 criam conteúdo duplicado.

6. Congele a estrutura de URLs antes do lançamento. Mudar slug depois de indexado custa redirect e perda temporária de posição. Decida agora.

7. URLs curtas, em minúsculas, sem acento e sem data. Acento e maiúscula viram caracteres codificados e quebram compartilhamento; data no slug envelhece o conteúdo artificialmente.

8. Verifique se toda página tem link apontando para ela. Página órfã só é descoberta pelo sitemap e tende a ser rastreada com menos frequência.

Um teste rápido: rode um crawler gratuito no ambiente de homologação e compare a lista de URLs encontradas com o seu sitemap. As diferenças são o seu problema.

Bloco 3: On-page

9. Title único em todas as páginas. Title duplicado faz o Google escolher qual página mostrar, e ele nem sempre escolhe a que você queria.

10. Meta description escrita nas páginas principais. Ela não é fator de ranqueamento, mas mexe no CTR, e CTR é o que transforma posição em visita.

11. Um H1 por página, descrevendo o assunto. H1 repetido ou usado como logo desperdiça o sinal mais óbvio de tema da página.

12. Nenhum texto de preenchimento no ar. “Lorem ipsum” e “texto de exemplo” em produção sinalizam página inacabada, e o Google indexa o que encontra.

13. Imagens com alt descritivo. O alt é acessibilidade primeiro e busca por imagens depois; deixe em branco só quando a imagem for decorativa.

Se quiser conferir densidade, legibilidade e estrutura de headings de cada página antes de publicar, o Analisador de Texto SEO resolve em poucos minutos. Para o resto do bloco, o Checklist SEO On-Page é a versão interativa desta seção.

Bloco 4: Performance

14. Comprima e converta as imagens. Imagem é quase sempre o item mais pesado da página, e foto de banco em 4000px num banner de 1200px é peso puro.

15. Meça LCP e INP numa página real, no 4G. O INP substituiu o FID como métrica de interatividade, e ele castiga script pesado no carregamento. Teste com o teste de velocidade gratuito.

16. Elimine o layout que pula. Reserve espaço para imagens, banners e fontes, porque conteúdo que se desloca durante o carregamento derruba o CLS e irrita o usuário.

Não persiga nota 100. Persiga uma home que abre em menos de três segundos no celular de quem tem sinal ruim.

Bloco 5: Mobile

17. Teste no celular de verdade, não só no emulador. O que passa no DevTools às vezes some atrás de um menu fixo no aparelho real.

18. Confira alvos de toque e tamanho de fonte. Botão pequeno demais e texto abaixo de 16px empurram o usuário para o botão “voltar”.

A indexação do Google é mobile-first há anos. O que o robô vê é a versão mobile, então um bloco de conteúdo que só aparece no desktop não existe para efeito de ranqueamento.

Bloco 6: Dados estruturados

19. Marque o tipo certo, não todos. LocalBusiness para negócio com endereço, Product para produto, Article para post: marcação inflada não ajuda e pode gerar aviso.

20. Valide antes de subir. Use o teste de resultados aprimorados do Google, porque schema com erro de sintaxe simplesmente é ignorado.

Dados estruturados ficaram mais relevantes com a busca por IA. Não porque “a IA lê schema e cita você”, mas porque a marcação deixa explícito o que a página é, e isso ajuda tanto no rich snippet quanto na leitura da entidade. O tema aparece com mais profundidade em como aparecer no ChatGPT.

Bloco 7: Analytics e Search Console

21. Instale o Analytics e confirme que ele registra evento. Site no ar sem medição é mês de dado perdido que você nunca recupera.

22. Verifique a propriedade no Search Console e envie o sitemap. É a única fonte oficial de como o Google vê o seu site, e o histórico só começa a partir da verificação.

Um detalhe prático: verifique a propriedade por domínio, não por prefixo de URL. Assim você cobre HTTP, HTTPS, www e subdomínios de uma vez.

Bloco 8: Redirects (se for troca de site)

23. Mapeie URL antiga para URL nova, uma a uma. Redirecionar tudo para a home joga fora o histórico de cada página e costuma virar queda de tráfego no mês seguinte.

24. Use 301, teste depois do deploy e evite corrente de redirects. 302 sinaliza mudança temporária, e três saltos até o destino final desperdiçam rastreamento.

Troca de site é onde o SEO mais sofre. Antes de derrubar o antigo, exporte a lista de páginas que recebem tráfego orgânico nos últimos 12 meses e garanta destino para todas. Se depois do lançamento o tráfego cair, as cinco checagens rápidas de problema de SEO apontam onde olhar primeiro.

Bloco 9: Segurança

25. Force HTTPS em todo o site e corrija conteúdo misto. Imagem ou script carregado em HTTP dentro de página HTTPS gera aviso no navegador e derruba confiança.

Como usar este checklist na prática

Rode em três momentos. Uma semana antes do lançamento, para achar o que exige tempo de desenvolvimento. No dia, focando nos blocos 1, 7 e 8. E 48 horas depois, para conferir se as páginas começaram a ser indexadas.

Se o site for WordPress, boa parte destes itens se resolve na configuração inicial da plataforma, e o passo a passo está em como configurar SEO no WordPress.

E se você ainda está decidindo se vale a pena ter site, ou se a ficha do Google e o Instagram bastam, essa comparação está aqui.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para o site novo aparecer no Google?

Costuma levar de alguns dias a algumas semanas para as primeiras páginas serem indexadas, e mais tempo para ranquear em termos disputados. Indexação é rápida; posição é construção. Se depois de duas semanas nada foi indexado, o problema quase sempre é bloqueio técnico, não paciência.

Preciso enviar cada URL para indexação manualmente?

Não. Envie o sitemap e peça indexação manual só para as páginas mais importantes, como home e principais serviços. Enviar centenas de URLs uma a uma não acelera nada e consome seu tempo.

Posso lançar o site sem conteúdo e escrever depois?

Pode, mas evite deixar páginas vazias indexáveis. Se a página de um serviço ainda não tem texto, é melhor não publicá-la do que publicá-la com dois parágrafos genéricos, porque a primeira impressão do Google sobre aquela URL fica registrada.

Vale a pena redirecionar as URLs antigas se o site antigo tinha pouco tráfego?

Vale, se alguma dessas páginas recebe visita ou tem link externo apontando. Pouco tráfego não é tráfego zero, e link externo perdido é o ativo mais caro de recuperar. Se a página não tem nem visita nem link, deixar em 404 é aceitável.


Lançar site é o momento em que o SEO custa mais barato: tudo que você acerta agora, não precisa consertar depois. Se você prefere que o site já nasça com essa estrutura resolvida em vez de virar uma lista de correções, é isso que a criação de sites com SEO faz: arquitetura, performance e indexação decididas antes da primeira linha de código.

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