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Como saber se o site tem problema de SEO em 15 minutos

Victor Prevato
18 de agosto de 2026
7 min de leitura
Pessoa de pé apoiada na mesa conferindo uma página de resultados de busca no notebook para identificar problema de SEO no site

Você não precisa de um especialista para descobrir se o seu site tem um problema de SEO. Precisa de quinze minutos e do celular.

As cinco checagens abaixo não substituem um diagnóstico completo. O que elas fazem é responder à pergunta mais básica e mais ignorada: o Google consegue ver o meu site, e o que ele mostra faz alguém querer clicar?

Faça na ordem. Cada uma traz “o que você vê” e “o que significa”.

Checagem 1: busque ‘site: no Google’ (2 minutos)

O comando exato. Abra o Google e digite, sem espaço depois dos dois pontos:

site:seudominio.com.br

Use o domínio como aparece no navegador, com www se o site usar.

O que você vê. A lista das páginas do seu site que estão no índice do Google e, abaixo da caixa de busca, uma estimativa do total.

O que isso significa.

  • Nenhum resultado. O problema mais grave que existe: para o Google, o site não existe. Causas comuns são noindex no site inteiro (em WordPress, a caixinha “Sugerir aos motores de busca que não indexem este site”, em Configurações > Leitura), bloqueio no robots.txt ou site novo demais. Resolva isso antes de qualquer outra coisa.
  • Muito menos páginas do que o site tem. Se você tem 80 produtos publicados e aparecem 12 resultados, a maior parte do catálogo está fora do índice.
  • Muito mais páginas do que o site tem. Se você tem 30 páginas e aparecem 4.000, existe geração automática de URL fora de controle: filtros, parâmetros de busca interna, tags e categorias vazias. Isso dilui o site.
  • Páginas estranhas na lista. Ambiente de teste, /carrinho, PDFs internos. Nada disso deveria estar no índice.

Para conferir uma página específica, repita com a URL inteira: site:seudominio.com.br/pagina-importante/.

Checagem 2: relatório de Páginas do Search Console (4 minutos)

Se você não tem o Google Search Console, instale hoje: é gratuito e o histórico só começa a contar da verificação em diante.

O caminho exato. Search Console > menu lateral > Indexação > Páginas.

O que você vê. Dois números no topo: páginas indexadas e não indexadas. Abaixo, os motivos da não indexação, com a quantidade de cada um.

O que isso significa. Os motivos que merecem atenção:

  • “Descoberta, no momento não indexada”. O Googlesabe que a URL existe e nunca foi buscá-la. Costuma indicar problema de links internos, sitemap ruim ou site pesado demais para rastrear.
  • “Rastreada, no momento não indexada”. O Google leu a página e decidiu não incluir. Quase sempre é julgamento de qualidade: conteúdo fino, duplicado ou sem propósito claro. A solução aqui é editorial, não técnica.
  • “Página alternativa com tag canônica adequada”. Normal em e-commerce com variações de produto. Só investigue se o volume for desproporcional.
  • “Excluída por tag ‘noindex’”. Se forem páginas administrativas, tudo certo. Se aparecer uma página de serviço ou um produto, alguém marcou errado.
  • “Erro do servidor (5xx)” ou “Não encontrada (404)” em volume. Problema técnico ativo. Chame o desenvolvedor.

Checagem 3: abra o site no seu celular (3 minutos)

O Google indexa a versão mobile do seu site. Se ela é pior, é a pior versão que está sendo avaliada.

O caminho exato. Abra o site no celular pelo navegador (não por link do Instagram) e faça o percurso completo de um cliente: home, página de serviço ou produto, formulário ou carrinho, envio.

O que você vê. O que qualquer visitante vê. Preste atenção em cinco coisas:

  1. Precisa dar zoom para ler algum texto?
  2. Algum botão é difícil de acertar com o dedo?
  3. Aparece pop-up cobrindo a tela na entrada?
  4. Precisa rolar para o lado para ver a página inteira?
  5. Dá para preencher o formulário sem irritação?

O que isso significa. Um “sim” de 1 a 4 indica problema de responsividade, e isso afeta ranqueamento porque é essa a versão avaliada. O item 5 raramente muda posição, mas destrói conversão. Teste com dados móveis, não só no Wi-Fi.

Checagem 4: meça a velocidade (3 minutos)

O caminho exato. Use o PageSpeed Insights ou o teste de velocidade da Vicco. Teste três URLs: home, página de produto ou serviço e post do blog. Templates diferentes têm desempenho diferente.

O que você vê. Uma nota de 0 a 100 e, no topo, o bloco de dados de usuários reais com LCP, CLS e INP, a métrica de interatividade que substituiu o FID.

O que isso significa. Olhe o bloco de dados reais, não a nota do laboratório, porque a nota oscila entre execuções. Na prática: LCP acima de 4 segundos o visitante sente; CLS alto é layout que pula no carregamento, o clássico botão que se move na hora do toque; INP alto é site que demora a responder.

Um alerta honesto: velocidade raramente é o motivo principal de um site que não aparece no Google. É a causa mais fácil de medir e de vender, e muita gente investe aí antes de resolver indexação.

Checagem 5: veja como você aparece na SERP (3 minutos)

O caminho exato. Busque pelo nome da sua empresa e depois pelo termo principal que você quer rankear. Olhe o seu resultado como um cliente escolhendo entre as opções da tela.

O que você vê. O título azul clicável, o endereço e a descrição embaixo.

O que isso significa.

  • Título cortado no meio. Longo demais. Cerca de 60 caracteres é o limite prático no desktop, menos no celular.
  • Título repetido em várias páginas, ou com o nome da empresa na frente em todas. Você gasta o espaço mais valioso da SERP com a palavra que menos ajuda a decidir.
  • Descrição genérica ou puxada do meio do texto. A meta description não foi escrita e o Google montou uma sozinha.
  • Página errada aparecendo. Se, ao buscar pelo seu serviço principal, quem aparece é um post do blog, há canibalização ou problema de arquitetura.

Um detalhe que passa despercebido: o Google reescreve títulos. Se o que aparece na busca é diferente do que você escreveu, ele decidiu que o seu não descrevia bem a página.

Para padronizar títulos e descrições, use o analisador de texto SEO com o checklist de SEO on-page.

O que fazer depois de saber se o site tem problema de SEO

Trate nesta ordem:

  1. Checagem 1 ou 2: indexação. Prioridade máxima: nada mais importa enquanto o Google não vê as páginas.
  2. Checagem 3: mobile, porque é a versão avaliada.
  3. Checagem 5: títulos e descrições. Barato de corrigir e com efeito rápido no CTR.
  4. Checagem 4: velocidade. Importante, depende de desenvolvedor e raramente é a causa raiz.

Se tudo passou e o site continua parado, o problema está numa camada que esta lista não alcança: intenção de busca, canibalização, arquitetura ou autoridade. É aí que entra o diagnóstico completo que uma auditoria SEO entrega, e vale conferir quando fazer auditoria SEO faz sentido no seu caso.

Se o site é WordPress e a checagem 1 ou 2 acusou problema, a causa costuma estar em plugin ou permalink. O passo a passo de configuração de SEO no WordPress cobre isso.

Perguntas frequentes

O comandosite: mostra todas as páginas do meu site?

Não. O número exibido é uma estimativa e a lista pode não trazer tudo. Para contagem confiável, use o relatório de Páginas do Search Console. O site: responde a “existe ou não existe no índice”.

Meu site aparece quando busco pelo nome da empresa. Está tudo bem?

Não necessariamente. Aparecer pela marca é o mínimo: o Google associa nome próprio ao domínio com facilidade. Saúde de SEO é aparecer para quem ainda não conhece você, em buscas como “conserto de ar condicionado em Campinas”.

Quanto tempo depois de corrigir eu vejo mudança?

Correções de indexação aparecem em dias ou poucas semanas, conforme o Google rastreia de novo. Título e descrição afetam o CTR assim que são reprocessados. Conteúdo e autoridade levam meses.


Se as checagens acusaram problema, ou se todas passaram e o site continua parado, o próximo passo é olhar o que essa lista não alcança. É o que uma auditoria SEO faz: encontra a causa e ordena as correções por impacto.

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